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Relatório Anual 2015

Apresentação

A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) publica relatório anual próprio desde 1993 como forma de estreitar o relacionamento com toda a sociedade – em especial os agentes do sistema financeiro – por meio da prestação de contas de suas atividades e resultados alinhados ao desenvolvimento sustentável. GRI G4-30

Assim como nos sete últimos anos, esta publicação, que retrata o desempenho da organização de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2015, se inspira nas diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), em sua última versão, a G4, opção Essencial. Inclui ainda princípios e elementos da estrutura de Relato Integrado, inclusive indicando os capitais – Manufaturado, Financeiro, Humano, Intelectual, Natural e Social e de Relacionamento – correspondentes a cada tema e sinalizados nos capítulos. Os indicadores aqui reportados referem-se apenas à FEBRABAN e não ao seu setor de atuação, a não ser quando indicado o contrário. GRI G4-17 | G4-28 | G4-32

Em relação ao relatório anterior, publicado em 2015, referente às ações de 2014, não há qualquer correção ou reparo de informações. Este documento também não foi submetido à avaliação externa. GRI G4-13 | G4-29 | G4-33

Para a definição do conteúdo aqui retratado, a FEBRABAN tomou como base os dez temas que integram seu Planejamento Estratégico e são fruto de demandas, anseios, desafios e expectativas dos representantes das instituições financeiras associadas. São eles: Relações trabalhistas, Planos econômicos, Autorregulação, Melhoria do ambiente de crédito, Qualidade dos serviços bancários e relacionamento com clientes, Tributação do sistema bancário, Responsabilidade socioambiental e agenda institucional, Aumento de eficiência e compartilhamento, Imagem pública do setor e regulação prudencial. No capítulo A FEBRABAN, item “Planejamento estratégico”, estão descritos os temas que serão trabalhados no decorrer de 2016. GRI G4-18 | G4-19 | G4-20 | G4-21 | G4-27

Completa ainda a relação de temas estratégicos itens recorrentes tratados nos relacionamentos da organização com outros públicos envolvidos na cadeia de negócios de seu setor de representação, como governos, empresas, mídia, ONGs e instituições nacionais e internacionais.

Dúvidas, comentários, sugestões ou críticas relacionadas a este documento podem ser encaminhadas pelo e-mail sustentabilidade@febraban.org.br. GRI G4-31

Este
relatório
materializa o
compromisso da
FEBRABAN com
a transparência
e a prestação de contas

Mensagem do Presidente

GRI G4-1

O País corrigiu, em 2015, desequilíbrios nos preços administrados que tiveram como reflexo a inflação anual de 10,67% e a taxa de desemprego que cresceu para 9%. O crescimento acelerado da Dívida Interna Bruta ressaltou a necessidade urgente de medidas para enfrentar o elevado déficit nas contas do governo, causa primária da deterioração da situação fiscal do país.

Com a queda no nível de atividade econômica, caiu também a renda e aumentou a ociosidade do parque produtivo nacional. Duas das principais agências classificadoras de risco tiraram do Brasil o grau de investimento, devido à falta de indicações seguras no quadro político sobre a solução de problemas graves como o desequilíbrio fiscal. A terceira das maiores agências de rating mundiais também rebaixou o Brasil, no início de 2016.

Nesse momento difícil, os bancos sobressaíram-se como fator de estabilidade da nossa economia. O setor bancário, no Brasil, diferentemente da situação verificada em outras partes do mundo, comprovou ser o caminho da solução, não fonte de problemas.

A FEBRABAN e seus bancos associados manifestaram apoio ao esforço do ministério da Fazenda para o equilíbrio fiscal e a medidas de caráter estrutural como a correção dos preços administrados, eliminando subsídios bancados pelo Tesouro; a eliminação de repasses também subsidiados a bancos estatais; o aumento gradual da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e o aumento de transparência das contas fiscais.

O controle da inflação é condição essencial para retomada da confiança de empresários e consumidores e para a redução progressiva e sustentável das taxas de juros, objetivo compartilhado por todos.

Na discussão ambiental, a FEBRABAN apresentou um estudo sobre O Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a Economia Verde: mensurando recursos financeiros alocados na Economia Verde e em setores econômicos que apresentam potencial dano socioambiental, realizado em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP). A iniciativa buscou mapear os recursos do SFN alocados em empréstimos e financiamentos nos anos de 2013 e 2014. O estudo integra projeto internacional do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), para o qual fomos convidados a participar como representantes do Brasil. Nosso levantamento constatou que foram desembolsados para a Economia Verde no Brasil R$ 110 bilhões – o que representa 9,6% dos empréstimos efetuados para pessoas jurídicas no período estudado.

A pedido do Ministério do Meio Ambiente, trabalhamos, ainda, na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que criou a obrigatoriedade de registro de todas as propriedades rurais do Brasil – cerca de cinco milhões – até 2017, como requisito obrigatório para o acesso a crédito nos bancos. Com outras entidades, investimos R$ 6 milhões na transformação de imagens captadas por satélite em mapas georreferenciados de cerca de quatro mil municípios nos biomas Mata Atlântica e Cerrado. O sistema, que permitirá identificar áreas destinadas à proteção ambiental, utilização agrícola e recuperação da cobertura vegetal, já foi concluído nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Mato Grosso, e está à disposição dos bancos associados e das prefeituras.

Participamos ainda da conferência do clima COP21, em Paris, na França, onde assinamos o Protocolo de Boas Práticas Socioambientais para o Setor Financeiro com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, por meio do qual nos comprometemos a estimular e apoiar as iniciativas de elaboração de relatórios de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) e de gerenciamento de riscos socioambientais por parte das instituições financeiras atuantes em São Paulo.

Maior investidor em tecnologias e inovação no país, o setor bancário também nesse campo confirmou sua vocação para contribuir com um futuro de maior qualidade no país. As despesas e investimentos em tecnologia do setor somaram R$ 19,2 bilhões, patamar que coloca o País como sétimo entre as dez maiores economias e primeiro entre os BRICS em termos de investimento em tecnologia da informação como proporção do PIB. Isso contribuiu para aumentar o acesso e comodidade dos clientes, trazendo as atividades bancárias, literalmente, para a palma da mão: o número de operações realizadas por meio do mobile banking aumentou 138% em 2015; e as transações bancárias feitas por meio de computadores pessoais e celulares superaram metade do total de transações realizadas pelos clientes em 2015.

Cerca de 10% dos dispêndios totais em tecnologia foram para a segurança das operações nos bancos. A segurança física das agências bancárias também foi alvo de ações específicas. O treinamento de pessoal e investimentos em equipamentos de última geração foi acompanhado de iniciativas de parceria com órgãos públicos no combate à criminalidade, municiando-os de dados técnicos, entre os quais aqueles referentes a pontos mais vulneráveis a assaltos bancários e a Automated Teller Machine (ATMs) mais atacadas. O esforço coletivo fez diminuir as ocorrências de crime no Estado de São Paulo, por exemplo, onde, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os assaltos a bancos caíram 13% em 2015, na comparação com 2014.

Entre as iniciativas de destaque do setor, com participação ativa da FEBRABAN em 2015, há que mencionar, ainda, a decisão de criar uma empresa gestora de inteligência de crédito (GIC) pelos cinco maiores bancos brasileiros. O objetivo é constituir um banco de dados que permitirá ao setor e a outras instituições de crédito aprimorar a capacidade e análise e gestão de suas carteiras de empréstimos, tanto de pessoas físicas como de jurídicas. A LexisNexis Risk Solutions, empresa especializada em fornecimento global de soluções de análise e gerenciamento de riscos, será a parceira técnica dos bancos para a criação da GIC, que ainda aguarda a aprovação de órgãos reguladores.

Outros destaques no ano foram o Cadastro Único Nacional, adotado para evitar fraudes em boletos bancários; a melhoria no ambiente de crédito, para a qual propusemos uma série de ações; e a divulgação entre os associados do Selo de Autorregulação Bancária, que reforça nosso compromisso com a excelência na qualidade dos serviços prestados.

Participamos ainda do 5º Congresso Internacional de Gestão de Riscos, em setembro, que abordou o tema Regulação Prudencial: impactos e oportunidades para a gestão de riscos. No evento foram apontados os principais desafios para uma gestão de riscos eficiente, em virtude das alterações regulatórias que estão ocorrendo no Brasil e no mundo em consequência das mudanças previstas no acordo de Basileia.

Neste ano que passou, os problemas não impediram que se continuasse o esforço para incorporação de dezenas de milhares de brasileiros ao mercado de crédito. O crédito bancário às empresas e às famílias superou R$ 3 trilhões, o equivalente a 54,5% do Produto Interno Bruto (PIB), muito além dos 25,5% do PIB registrados em 2003, quando o total desse crédito somava R$ 418 bilhões.

O crédito, quando concedido com responsabilidade e utilizado com prudência, pode ser uma alavanca poderosa para melhorar a vida das pessoas. Permite antecipar a realização de sonhos, como a compra de um imóvel, e promove o crescimento das empresas e de empregos.

Os bancos têm se preparado para a retomada do crescimento; investiram em eficiência e sofisticaram seu atendimento para assegurar sua capacidade de sustentar o financiamento da recuperação econômica, que esperamos ver no futuro próximo.

Murilo Portugal
Presidente da FEBRABAN


Imagem de fundo: Jardim Botânico – Curitiba (PR)


O setor bancário, no Brasil, comprovou ser o caminho da solução, não fonte de problemas

Destaques

Crescimento do crédito (R$ trilhões)
Transações com cartões de crédito e débito (bilhões)
Valor das transações com cartões de crédito e débito (R$ bilhões)
Patrimônio líquido do setor bancário (R$ bilhões)
Consumidores com relacionamentos ativos no sistema financeiro (milhões)
Investimento em tecnologia (R$ bilhões)
Lucro líquido do setor bancário (R$ bilhões)
Retorno sobre patrimônio líquido do setor bancário (%)

GRI G4-EN27