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03
Elevador Lacerda – Salvador (BA)

DESTAQUES INSTITUCIONAIS

  • Humano
  • Financeiro
  • Social e de Relacionamento
Vários fatos do ano interferiram na dinâmica do setor bancário e exigiram da FEBRABAN posicionamento de defesa dos interesses de seus associados, entre eles os relacionados a autorregulação, órgãos públicos e auditoria nas agências

Planos econômicos

O julgamento sobre a constitucionalidade das regras relativas aos cinco planos econômicos instituídos nas décadas de 1980 e 1990 (Cruzado/1986, Bresser/1987, Verão/1989, Collor 1/1990 e Collor 2/1991), que tratam da correção monetária aplicada nas cadernetas de poupança, não ocorreu em 2015. A razão foi a falta de quórum na composição do Supremo Tribunal Federal (STF), já que quatro dos 11 ministros se declararam impedidos de julgar o caso. São necessários pelo menos oito ministros para a retomada do julgamento. Existem cerca de um milhão de processos judiciais sobre o tema.

Em 2015 o STJ julgou duas teses importantes correlatas aos planos econômicos. Elas foram julgadas favoravelmente aos interesses da Federação. A primeira estabeleceu que não cabe a inclusão de juros remuneratórios no cálculo das sentenças desfavoráveis aos bancos se inexistir condenação expressa. A segunda fixou como termo inicial da prescrição para o ajuizamento de execuções individuais o trânsito em julgado da decisão proferida em ação coletiva.

Julgamentos excluíram juros do cálculo das sentenças e estabeleceram prazo de prescrição para o ajuizamento de execuções

Regulação prudencial

Resolução bancária

Como resultado da crise financeira de 2008, o Financial Stability Board (FSB) definiu que a reforma das legislações nacionais sobre Resolução Bancária seria um dos projetos prioritários na reformulação da arquitetura do sistema financeiro internacional. Sendo o Brasil signatário dos acordos regulatórios internacionais, o País precisa seguir as determinações e cumprir os cronogramas estipulados por estes entes reguladores.

O Banco Central vem endereçando o assunto e possui um anteprojeto, com destaque para três aspectos: (i) conferir segurança jurídica mais efetiva à atuação saneadora exercida pelos supervisores; (ii) assegurar a estabilidade financeira e mitigar os impactos negativos de uma resolução bancária para o funcionamento da economia, preservando ao máximo o valor dos ativos para minimizar eventuais prejuízos para depositantes, credores e funcionários; e (iii) alinhar incentivos e mitigar risco moral. O Banco Central deverá enviar esse projeto de lei ao Congresso Nacional em 2016.

Autorregulação

O Sistema de Autorregulação Bancária (SARB) orienta as principais diretrizes da FEBRABAN por meio de 16 normativos criados em comum acordo com os 18 bancos signatários. O objetivo do SARB é firmar um compromisso efetivo das organizações com seus consumidores, reconhecendo que é possível e oportuno ir além do estritamente legal.

Em 2015, a atuação do SARB se concentrou na revisão normativa, nos Processos Eletrônicos de Supervisão, e no lançamento do Selo de Autorregulação Bancária. Foram revisados os normativos nº 1 ao nº 5, focando evolução de conceitos e práticas. Uma das mudanças ocorreu no normativo nº 2 Conta-corrente, que, anteriormente, tratava somente de encerramento e, com a revisão, passou a englobar abertura, movimentação e encerramento. Foi ainda criado o normativo nº 16 Conta-salário, com regras para a operação de abertura de conta para o consumidor. Tanto o normativo criado quanto o revisado entram em operação em 2016.

Para mais informações sobre Autorregulação, clique aqui.

Diálogo com órgãos públicos

Com a participação dos bancos, da Secretaria Nacional do Consumidor – ligada ao Ministério da Justiça –, do Banco Central, do Ministério Público, das Defensorias Públicas e dos Procons, a FEBRABAN realizou em 2015 mais uma edição do Seminário de Relacionamento com os Clientes (Semarc), que debateu dois temas centrais: A tecnologia e o atendimento e Desjudicialização das questões de consumo. O evento, em Brasília (DF), foi marcado pelo lançamento do Selo de Autorregulação Bancária.

SARB

Parte do princípio de que é possível e oportuno às organizações ir além das determinações legais e firmar compromissos com os consumidores. Em 2015, entre outras conquistas, a atuação do sistema resultou no Selo de Autorregulação Bancária

Monitoramento e auditoria das agências

GRI G4-PR5

Em 2015, o SARB adotou nova metodologia de auditorias dos SACs, em que o auditor verifica a adequação do MENU de atendimento dos SACs das instituições financeiras e o indicador mensal de tempo de espera de atendimento. Adicionalmente, o auditor verifica por meio de amostragem de ligações reais de clientes, se houve resolutividade do caso na primeira ligação. Em caso negativo, registra a informação de prazo e verifica se o mesmo foi cumprido no prazo.

Anteriormente, o monitoramento era feito por método de pesquisa mystery shopper (cliente misterioso) nos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC) das instituições signatárias.

No ano, as auditorias em agências foram realizadas novamente em 2.100 locais, 21 capitais, nove regiões metropolitanas e 15 cidades com 400.000 habitantes ou mais.

Painel Setorial de Atendimento

GRI G4-PR5

O Painel Setorial de Atendimento, que apresenta dados sobre a qualidade do atendimento prestado por Centrais de Atendimento, SAC, Ouvidorias e indicadores de canais externos (Procons, Bacen e Ações Cíveis), evoluiu completando três anos de informações. Foram incluídas no Painel Setorial informações do portal www.consumidor.gov.br, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Os bancos realizaram, por meio de seus SACs, 27 milhões de atendimentos. O número de clientes que busca órgãos públicos, como o Procon, foi 7,4% menor em relação ao ano anterior. No Banco Central houve diminuição das reclamações em 3%, e nas ações judiciais ficou estável na mesma comparação.

Central Conte Aqui

GRI G4-PR5

A Autorregulação da FEBRABAN coloca à disposição a Central Conte Aqui, Central de Atendimento 0800 e plataforma digital para que o consumidor possa registrar situações de descumprimento de normas do SARB por parte das instituições financeiras participantes.

As demandas são encaminhadas ao banco que as motivou para tratamento individualizado. O prazo de resposta previsto é de 15 dias. Em 2015 houve 2.072 registros, 14% menos do que a quantidade registrada em 2014.

27 milhões
Foi a quantidade de atendimentos feitos em 2015 pelos bancos, por intermédio de seus SACs

Selo de Autorregulação

A FEBRABAN criou o Selo de Autorregulação Bancária para as instituições signatárias do SARB. Lançado na edição de 2015 do Seminário de Relacionamento com Clientes (Semarc), seu objetivo é reforçar o compromisso com a excelência na qualidade dos serviços prestados e fortalecer a imagem dos bancos que o detêm. O selo é mais um passo importante na busca da melhoria contínua do sistema financeiro e de suas relações com a sociedade e com os clientes, contribuindo para a eficiência, clareza e transparência do setor.

O uso do selo representa o compromisso público da instituição signatária ao SARB e o efetivo cumprimento dessas normas, fortalecendo o relacionamento e a responsabilidade da instituição financeira.

Uma campanha de sustentação ampara o uso do selo pelos bancos, que já receberam as primeiras peças para fazer o trabalho com seus públicos. O SARB pretende desenvolver em 2016 um painel de indicador dos bancos signatários.

Melhoria do ambiente de crédito

Portabilidade eletrônica de crédito

Em 2015 avançaram as solicitações de transferência de operações de crédito (empréstimos e financiamentos) e de arrendamento mercantil de uma instituição financeira para outra, por iniciativa do cliente. Foram solicitadas mais de 3 milhões de transferências, das quais 33% resultaram em efetiva portabilidade e 21% em melhores condições no processo para o cliente. Das solicitações registradas, 99% foram referentes ao produto crédito consignado. O aumento no número de pedidos de portabilidade ocorreu devido a um estímulo geral do mercado à procura de menores taxas de juros e melhores serviços.

Além disso, por meio de dois comitês internos (Comitê Gestor e Comitê de Governança), a FEBRABAN desenvolveu e aprimorou mecanismos para a autorregulação do sistema que resultou no Documento Correlato de Boas Práticas e Procedimentos Operacionais. O material, que busca assegurar a qualidade e transparência do processo, contém as regras que devem ser adotadas por todas as instituições financeiras que aderiram ao sistema de portabilidade.

Os dois comitês atuam de forma conjunta no monitoramento do sistema e nas análises e deliberações sobre questões relevantes da portabilidade. O Comitê Gestor é composto por 13 membros integrantes das entidades que compõem a Convenção da Portabilidade (ABBC, ABBI, ACREFI, ANEF, ABEL, ABECIP, FEBRABAN e CIP). Já o Comitê de Governança é composto por seis membros executivos (Vice-Presidentes ou Presidentes das entidades ABECIP, ABBC, ANEF e FEBRABAN) e atua como instância máxima a tomar decisões sobre questões estratégicas da portabilidade.

Cadastro Positivo

GRI G4-EC8

O Cadastro Positivo evoluiu em 2015. No âmbito institucional foi priorizado o aprimoramento legislativo da Lei nº 12.414/11, que o instituiu, com dois destaques. O primeiro trata da obrigatoriedade de fornecimento de informações por parte de prestadores de serviços continuados e empresas de comércio varejista que realizam vendas com pagamento a prazo. O segundo aponta a revogação da previsão de responsabilidade solidária do gestor de banco de dados, da fonte e do consulente, uma vez que não pode uma pessoa ser responsabilizada pelo uso indevido ou inadequado que outra fizer de informações de cadastro. O aperfeiçoamento foi objeto de minuta enviada à Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) para que seja definida a melhor estratégia para aprovação com o Poder Público.

Em 2015 foram realizadas 3,2 milhões de autorizações de clientes na base do Cadastro Positivo, o que representou 50% de crescimento em relação ao ano anterior.

Já no âmbito setorial, os cinco maiores bancos anunciaram, no início de 2016, um memorando de entendimentos para criar uma gestora de inteligência de crédito que permitirá ao setor bancário e às demais instituições de crédito aprimorar a capacidade de análise e gestão de suas carteiras. Novas ferramentas serão desenvolvidas para melhorar a eficácia das tomadas de decisões de crédito e precificação, reforçando as boas práticas no mercado e beneficiando toda a economia.

Câmara de Cessão de Crédito (C3)

Em 2015 começou a ser remodelada a Câmara de Cessão de Crédito (C3), sistema operado pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e fiscalizado pelo Banco Central que registra parcelas de operações de crédito para efeito de realização de cessões interbancárias de carteiras. A C3 contará com sistema tecnológico sofisticado, contendo informações mais detalhadas e controle do negócio. Ela será uma câmara registradora de ativos, com 60% de aumento das informações que integram cada registro do ativo atualmente inserido na câmara.

Além dos quatro ativos que já integram a Câmara (crédito consignado, veículos, crédito pessoal e Crédito Direto ao Consumidor – CDC), haverá outras frentes, além de aumento de responsabilidades para o sistema, como auditar as informações transmitidas pelos bancos, efetuar conciliações, avaliar riscos potenciais e informar ao Banco Central com apontamentos de eventuais operações fora de padrão, entre outras atribuições. As novas especificações serão implantadas no fim de 2016. Além disso, a C3 ganhará nova denominação: Câmara Registradora de Ativos Financeiros (CRAF).

Em 2015 o número de participantes da C3 se manteve estável, com 76 instituições financeiras e 33 Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs), além de cinco securitizadoras e também o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em relação aos volumes de cessão e contratos, as variações em relação ao ano anterior podem ser conferidas na tabela abaixo.

2015
Mês/ano Qtde Cessões % em relação a 2014 Qtde Contratos % em relação a 2014
jan. 2015 36 120 719.189 348
fev. 2015 34 83 617.671 116
mar. 2015 47 107 821.246 61
abr. 2015 30 88 187.897 59
mai. 2015 29 78 235.280 72
jun. 2015 35 61 549.192 45
jul. 2015 34 50 354.245 45
ago. 2015 42 111 436.888 77
set. 2015 41 93 222.160 31
out. 2015 78 211 259.817 66
nov. 2015 60 194 212.353 29
dez. 2015 78 170 425.259 47

Fonte: Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP).

Sistema de Controle de Garantias (SCG)

O SCG, cujo objetivo é controlar a manutenção de domicílio bancário realizada pelos bancos para os respectivos clientes pessoas jurídicas (estabelecimentos comerciais), evoluiu em volumes transacionados no ano.

Em meados de 2015, em um ambiente de autorregulação, foram desenhados dois novos módulos de sistema para trafegar dados de agendas e efetuar a entrega de arquivos padronizados via SCG, das credenciadoras aos bancos, para que efetuem a liquidação financeira via dos créditos provenientes das transações de cartões nas respectivas contas dos estabelecimentos comerciais.

A Circular Bacen 3.765, que foi publicada no ano e entra em vigor em 2016, estabelece mudanças que visam aperfeiçoar a segurança e a eficiência desse processo, estabelecendo melhores regras para atuação dos instituidores de arranjos de pagamento e os respectivos participantes. Dentre as novidades destacam-se a racionalização do gerenciamento de risco, o estabelecimento de condições de isonomias para a entrada de participantes no arranjo de pagamentos e a liquidação das obrigações entre instituições participantes de um mesmo arranjo por meio de grade única, processada por câmara independente e autorizada pelo Banco Central.

Os novos requisitos darão mais segurança ao mercado, com regras claras e processos padronizados que permitirão estabelecer igualdade de condições para a livre concorrência de participantes autorizados e a interoperabilidade na infraestrutura para captura e tratamento da transação do cartão de crédito. Finalmente, além de racionalização de custos para toda a cadeia, favorece a liberdade, o estabelecimento comercial, na escolha do domicilio bancário, que poderá ser único, com o qual deseja manter seu relacionamento financeiro.

Central de Exposição de Derivativos (CED)

A CED completou cinco anos em 2015, quando registrou aumento de consultas e autorizações, embora em menor intensidade do que nos anos anteriores. Esse crescimento se deu no número de autorizações concedidas aos bancos participantes do sistema e pelo próprio uso da ferramenta, por meio do volume de relatórios de exposição a derivativos emitidos pelas instituições integrantes. No fim do período, o sistema da CED mantinha 4.280 autorizações cadastradas, o que representou expansão de 17% na comparação com 2014.

Durante o ano, foram realizadas 1.778 novas consultas singulares, atingindo 99% da meta estabelecida no início do exercício. As consultas em lote chegaram ao total de 870 mil (440 mil em 2014).

As demandas envolveram 14 bancos participantes do sistema, que respondiam por cerca de 90% da exposição total do mercado bancário brasileiro.

Os investimentos em infraestrutura e o desenvolvimento de nova topologia de sistemas, em 2015, resultaram em maior produtividade ao usuário, reduzindo em 30% o tempo de resposta do sistema às solicitações de consultas. Em 2014, a média de resposta era de cerca de dez segundos. Em 2015, ficou perto de sete segundos.

Embora seja uma entidade sem fins lucrativos, a CED registrou resultados financeiros acima das expectativas, apresentando superávits seguidos, o que demonstra independência de seus associados e fundadores na condução das atividades.

Reduzir riscos de operação e adequar o produto ao perfil do cliente são desafios contínuos da Central para a ampliação dos números de autorizações e consultas. Para isso, faz contrato de manutenção e expansão do uso da ferramenta e treina as pessoas por meio do Instituto FEBRABAN de Educação (INFI).

Para 2016, estão previstos estudos técnicos para o aprimoramento da ferramenta com a definição de um maior detalhamento dos relatórios de exposição a derivativos emitidos. Desde que foi lançada ao mercado, em 2010, a CED concluiu três fases do projeto: relatório de exposição a derivativos de um único cliente e sigilo das informações; consulta em lote; e relatório de exposição a derivativos estendido a pessoas físicas.


Igreja de São Francisco de Assis – Ouro Preto (MG)


Desempenho

Durante o ano, a CED registrou 1.778 novas consultas singulares, o que representa o alcance de 99% da meta que havia sido projetada para o exercício. Já as consultas em lote totalizaram 870 mil, quase o dobro do volume do período anterior.

Contratos de Financiamento com Alienação Fiduciária

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) – 4.227/DF e 4.333/DF – e fixou o entendimento de que os contratos de financiamento de veículos com alienação fiduciária não precisam ser registrados em cartórios de títulos e documentos. Com essa decisão do STF o consumidor não terá custos desnecessários, sendo suficiente a anotação do gravame perante o Departamento de Trânsito.

Busca e apreensão de bens móveis alienados

A Lei Federal nº 13.043/2014, em vigor desde 13 de novembro de 2014, promoveu mudanças na alienação fiduciária de bens móveis. Os trâmites legais de retomada dos bens, nos casos de mora contratual, privilegiam os interesses do credor fiduciário por conta da agilidade nos procedimentos, tanto judicial quanto extrajudicial.

Dentre as mudanças de maior impacto destacam-se: (i) comprovação da mora mediante envio de carta registrada com aviso de recebimento, sem exigência de que a assinatura seja do próprio destinatário, dispensando-se a notificação do devedor por meio de Cartório de Títulos e Documentos e o protesto do título; (ii) a possibilidade de concessão da liminar de busca e apreensão em plantão judiciário; e (iii) a dispensa da carta precatória para o cumprimento dessa liminar em outras comarcas.

Medidas de aperfeiçoamento do mercado crédito

Em 2015 várias iniciativas contribuíram para a melhoria do ambiente e das operações de crédito, o que inclui tanto pareceres judiciais como alterações no âmbito regulatório. Confira:

  • Entendimento unificado para determinação do valor do incontroverso. Nas ações judiciais será apresentado o valor do incontroverso por meio de planilha em modelo padronizado, em caráter opcional, sempre que solicitado ou houver necessidade. A solução será compartilhada com entidades do Judiciário para que seja eficaz em futuras demandas.
  • Melhoria no marco legal de recuperação judicial: a Comissão Executiva de Ambiente de Crédito, por meio do Grupo de Trabalho Recuperação Judicial, conduziu ao longo do ano extensa atividade de avaliação, diagnóstico e propostas de aperfeiçoamento da legislação, que segue agora para aprovações das comissões competentes. Apesar de relativamente recente (promulgada em 2005), a lei falimentar tem demonstrado pouca eficácia na recuperação de empresas, já que menos de 6% das que recorrem a ela de fato encerram o processo e menos ainda são as que se recuperam e se mantêm no longo prazo. O objetivo é corrigir distorções e viabilizar aperfeiçoamentos processuais que tornem o processo mais dinâmico e efetivo.
  • Manutenção do score de crédito: o grupo de trabalho dedicou-se à elaboração de parecer jurídico e estudo de impacto para defesa do score de crédito em julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Corte proferiu decisão favorável à manutenção do score em 17 de novembro de 2014.
  • Financiamento de longo prazo: o grupo de trabalho destinado a estudar e propor medidas para esse segmento do mercado de crédito tem atuado em conjunto com o BNDES e o Ministério da Fazenda para a criação de novos instrumentos, buscando assim ampliar o papel dos bancos na captação e no financiamento de projetos de infraestrutura.
  • Registros e garantias em operações de crédito: em atendimento à Circular nº 3.743 do Banco Central, a FEBRABAN e a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) estão desenvolvendo projeto para criação da Câmara Registradora de Ativos Financeiros, destinada a capturar e registrar operações envolvendo as modalidades de crédito consignado, financiamento de veículos, CDC e crédito pessoal, entre outras. O objetivo é conferir ao sistema financeiro visibilidade quanto às operações e o estabelecimento de prioridade de credores sobre as garantias registradas.

Projeto piloto de melhoria do Tribunal de Justiça (TJ-SP)

Selo Empresa Amiga da Justiça

A FEBRABAN aderiu ao projeto Empresa Amiga da Justiça, do TJ paulista. Oito instituições bancárias assumiram o compromisso de diminuir um determinado percentual do número de ações que chegam à justiça estadual.

Os bancos aderentes receberam a certificação Parceira do Programa Empresa Amiga da Justiça – um selo estilizado que pode ser usado em campanhas publicitárias, informes aos acionistas e publicações. No fim de cada ano, em cerimônia pública, o TJ-SP entregará o Prêmio Empresa Amiga da Justiça para a companhia com melhor desempenho em cada setor de atividade.

A FEBRABAN criou um núcleo de mediação e conciliação no Fórum Central de São Paulo (SP), para onde serão encaminhadas as ações movidas contra os bancos e as ações de cobrança ajuizadas pelos bancos. A ideia é buscar mediação e tornar os acordos mais ágeis. Em 2015, cerca de 2 mil processos foram distribuídos mensalmente no Fórum Central, abrangendo apenas ações com bancos nos polos ativo ou passivo.

Petição 10, Sentença 10 é outra iniciativa da Federação em parceria com o Tribunal de Justiça paulista. Trata-se de um acordo a partir do qual os bancos se comprometeram a não gerar petições com mais de dez páginas, e os juízes a sentenciar somente até esse limite. Aguarda-se a formalização do convênio.

O pacto firmado entre FEBRABAN, Senacom e TJ-SP para o uso do portal consumidor.gov.br foi outra ação para agilizar o atendimento das demandas dos clientes e evitar a judicialização. Os bancos assumiram o compromisso de aderir ao portal e o TJ-SP de estimular o acesso dos reclamantes.

Ambiente operacional

Segurança operacional

Melhorar a segurança de funcionários e clientes é tema central da FEBRABAN, que, por meio dos bancos, investe anualmente cerca de R$ 9 bilhões na aquisição de equipamentos como câmeras e portas giratórias e na contratação de pessoal de segurança, que chega a aproximadamente 68 mil postos em 23 mil agências.

Os investimentos crescentes, aliados a uma série de medidas preventivas, como cofre com dispositivo de tempo, redução de numerário nas agências e estímulo a transações eletrônicas, levaram o número de assaltos a banco e de ataques a Automated Teller Machines (ATMs) a cair nos últimos anos.

Especificamente no Estado de São Paulo o trabalho é feito de forma cooperada com as forças de segurança pública, trocando informações e melhorias contínuas de procedimentos. A FEBRABAN vem apoiando todas as iniciativas que têm por objetivo o uso da inteligência das forças de segurança estaduais no combate ao crime organizado. A Federação entende que os enfrentamentos geram poucos resultados e grande custo para a sociedade. A eficiência e importância da investigação é a forma ideal de prevenção aos ataques de ATMs.

Em 2015 ocorreram outros avanços em relação às explosões nas ATMs. De acordo com a determinação do Exército NR 1/2015, as empresas que trabalham com explosivos no Estado de São Paulo passaram a ser obrigadas a ter escolta particular durante o transporte de dinamite e outros materiais usados em detonações. O objetivo é impedir furto e roubo por quadrilhas especializadas em explosões de caixas eletrônicos, reduzindo essa modalidade de crime. Outro Projeto de Lei que já foi parcialmente aprovado é o nº 2016/2015, que considera a explosão de ATM crime de terrorismo.


Convento da Penha – Vila Velha (ES)

Mais uma iniciativa desenvolvida pela FEBRABAN foi o incentivo à logística de uso de numerário nos ATMs, reduzindo significativamente os recursos expostos às quadrilhas que utilizam explosivos.

Quanto às agências, cabe aos bancos submeter à Polícia Federal um plano de segurança para funcionar, o que envolve localização, fluxo de pessoas e layout, entre outros itens. Aprovado o plano, são instalados todos os equipamentos de segurança e mobiliário, como os caixas, caixas eletrônicos, câmeras e portas de segurança.

Avanço significativo foi também a aprovação do PL 4238 na Comissão Especial da Câmara Federal, que trata do Estatuto da Segurança Privada que, entre outras coisas, disciplina a segurança privada como um assunto federal e estabelece padrões de segurança e procedimentos para a segurança privada, incluindo agências bancárias. O PL agora segue para votação na Câmara e, uma vez aprovado, seguirá para o Senado e sanção presidencial.

Além disso, a FEBRABAN e os bancos associados atuam em parceria com órgãos públicos (governos, polícias e Poder Judiciário) no combate à criminalidade.

Prevenção a fraudes na cobrança bancária

GRI G4-2

O crescimento anual das fraudes em cobrança bancária, de R$ 92 milhões em 2014 para R$ 332 milhões em 2015, impulsionou a área de Operações da Federação a criar um projeto preventivo eficaz, que vai conferir segurança aos clientes e confiabilidade ao mercado. Trata-se da Nova Plataforma da Cobrança, com duas fases de implantação. Na primeira, em 2015, foi desenvolvida a base de cedência, em que todos os bancos registraram CNPJ e CPF dos emissores de boleto, com marca naqueles que já tiveram fraude comprovada no sistema financeiro. Já foram feitos 4,3 milhões de cadastros, dos quais 3 mil têm marcas.

Desde 1º de julho de 2015, para os novos contratos não mais é ofertada a opção de boleto não registrado, ficando somente disponível a opção para cobrança registrada. Os bancos e empresas terão até dezembro de 2016 para regularizar e fazer a migração de toda a sua carteira para a nova regulamentação. A segunda fase começará em março de 2017, quando todos os boletos estarão cadastrados na plataforma e somente poderão ser emitidos como cobrança registrada. A FEBRABAN promove outras ações preventivas relacionadas a fraudes, como palestras sobre os cuidados necessários ao fazer saques, manusear cartão e emitir ou receber cheques.

Nova Plataforma da Cobrança começou a ser implantada em 2015 e já conta com 4,3 milhões de cadastros

Proagro

A partir de 2016, por meio do Sistema de Gerenciamento de Informações do Proagro e Seguro Rural (SGIPS), os bancos poderão monitorar, via tecnologias de sensoriamento remoto, as áreas dos empreendimentos financiados pelas operações de crédito de custeio agrícola, 24 horas por dia, sete dias por semana, reduzindo assim os riscos na concessão de crédito, inclusive relacionados aos impactos de mudanças climáticas.

De acordo com a Resolução CMN nº 4.408/15, todas as operações de custeio agrícola contratadas até o limite de R$ 300 mil deverão estar enquadradas no Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro) ou Seguro Rural. O Proagro é um instrumento de política agrícola instituído para que o produtor rural tenha garantido um valor complementar para pagamento de seu custeio agrícola em casos de ocorrência de fenômenos naturais, pragas e doenças. Além disso, o programa garante a indenização de recursos próprios utilizados pelo produtor em custeio rural quando houver perdas por essas razões.

SIMBA

O Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias (SIMBA), desenvolvido pela Procuradoria-Geral da República há quase uma década, está se consolidando com a colaboração da FEBRABAN e das instituições financeiras, e deverá avançar em sua implementação entre 2016 e 2017.

O SIMBA foi concebido para auxiliar os membros do Ministério Público Federal (MPF) na organização e no processamento eletrônico de registros e informações financeiras de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, buscando, sobretudo, identificar e combater o crime organizado. Também permite a padronização das ordens judiciais em matéria de sigilo bancário, além de reduzir o espaço de tempo entre a solicitação feita pelo magistrado e o recebimento das informações financeiras dos investigados. Os dados são enviados com mais agilidade, o que confere rapidez à tramitação do processo no Poder Judiciário.

O canal de comunicação que integra o Poder Judiciário com a rede bancária em uma única plataforma começou a ser discutido em 2014. Com ela, não será mais necessário o ofício físico do pedido de quebra de sigilo ou o envio de outras informações dos clientes. Todo o processo será realizado eletronicamente. Isso reduz tempo e diminui custos dos bancos e do poder público.

Compensação por imagem

O número de cheques compensados por imagem no Brasil caiu para 672 milhões em 2015, redução de 79,84% nos últimos 20 anos (em 1995 foram compensados 3,3 bilhões de cheques). Na comparação com 2014, quando foram compensados 755,8 milhões, houve queda de 11,09%. As estatísticas revelam que o cliente tem deixado cada vez mais de usar cheques e optado por outros meios de pagamento, em especial as transferências eletrônicas.

O número de cheques e documentos devolvidos também diminuiu na comparação com 2014, quando o número foi de 57,4 milhões; em 2015 foram 56,4 milhões, queda de 1,65%. Em relação aos cheques devolvidos sem fundos, a redução foi de 45,2 milhões, em 2014, para 44,1 milhões em 2015.

Digitalização de documentos bancários

O Banco Central deve regulamentar em 2016 o Artigo 23 da Lei nº 12.865 que dará validade legal aos documentos bancários digitalizados, extinguindo assim a circulação de papel. Com a medida, toda a documentação será eletrônica, o que reduzirá a necessidade de espaço para armazenamento físico pelos bancos e proporcionará agilidade e segurança no fornecimento de cópia de documentos e diminuição de numerário, com impactos benéficos ao meio ambiente. A FEBRABAN continua atuando com os associados na padronização e construção de plataformas para garantir que as instituições financeiras possam atender de maneira segura e uniforme ao normativo.

Prevenção à lavagem de dinheiro

Os bancos continuaram aperfeiçoando seus sistemas de controles e prevenção à lavagem de dinheiro, especialmente nas tratativas com os reguladores, e também o benchmark com as demais instituições financeiras. A ideia é melhorar os procedimentos e trabalhar em estreita cooperação com as autoridades, especialmente o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), no âmbito do Ministério da Fazenda.

Os bancos constituem o setor da economia que mais e melhor reporta operações financeiras atípicas e suspeitas ao COAF. Mais da metade das 9,6 milhões de comunicações recebidas pelo órgão entre 1998 e 2014 partiu de bancos. Dessas comunicações, 16% deram origem a investigações.

PREVENÇÃO

Os Bancos compõem o segmento econômico que mais reporta ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) operações atípicas e suspeitas, de forma a controlar e prevenir a prática de lavagem de dinheiro. Partiu deles mais da metade das comunicações recebidas entre 1998 e 2014

Na busca por melhores práticas e efetividade das medidas para esse processo, a FEBRABAN interage com outros órgãos públicos e privados, inclusive internacionais, como:

  • Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA): fórum com mais de 60 órgãos de fiscalização e investigação de crimes financeiros para discutir estratégias de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.
  • Fórum de Combate à Corrupção no Estado de São Paulo (FOCCOSP).
  • Comitê Latino-americano de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (COPLAFT), da Federação Latino-americana de Bancos (FELABAN).
  • Subcomissão de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD), com participação de especialista de 40 bancos, desenvolve estudos e trabalhos para nortear a análise, o desenvolvimento e a disseminação das melhores práticas e procedimentos.
  • Congresso de PLD/FT 6ª edição (em 2015 foram mais de 300 inscritos).
  • Programa FEBRABAN de Prevenção à Lavagem de Dinheiro, Corrupção e Financiamento do Terrorismo (PNLD).
  • Certificação internacional ACAMS em PLD/FT.
  • Autorregulação Bancária – Normativo de Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro: harmoniza os procedimentos adotados pelos bancos para cumprir a legislação vigente, padronizar as informações e documentos requisitados aos clientes e definir padrões mínimos de controles e procedimentos de PLD/FT. Serve de guia de boas práticas, e, assim, aprimora o monitoramento de operações e movimentações suspeitas.

Relacionamento com clientes

DDA

O Débito Direto Autorizado (DDA) é um sistema criado no âmbito da FEBRABAN com os bancos associados para permitir aos clientes acessar de forma eletrônica suas contas a pagar sem precisar recebê­-las fisicamente.

Em 2015, houve acréscimo no número de pessoas que utilizaram o sistema e na quantidade de boletos incluídos, que totalizaram 272,4 milhões.

Tecnologia

GRI G4-EN27

A Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária, anual, publicada há 24 anos, contou com a participação de 17 bancos, que representam 93% dos ativos da indústria bancária do País. Ela foi realizada a partir de aplicação de formulário on-line às instituições financeiras, entrevistas com especialistas e consolidação de dados públicos.

A pesquisa abordou os temas bancarização (acesso aos serviços bancários essenciais), diversificação de canais (mais opções ao cliente), transações por canais (as tendências dos usuários), clientes digitais (perfis emergentes), clientes em canais remotos (uso crescente) e investimentos e despesas em tecnologia (Brasil e mundo). Veja a seguir o desdobramento dos temas. Para conferir o relatório completo acesse www.ciab.com.br/pt/publicacoes/revistas.


Tucanos – Pantanal (MT)

Cenário

O relacionamento da população brasileira com as instituições financeiras continua avançando, conforme tendência indicada por dados do Banco Central. A taxa de bancarização chegou a 89,6% em 2015, elevação de 2,6% na comparação com 2014.


Fontes: 1. CPFs ativos do Banco Central do Brasil (são CPFs únicos de pessoas com mais de 15 anos).
              2. População brasileira a partir de 16 anos da pesquisa do IBGE e da pesquisa Projeção da População do IBGE.
              3. O CCS não registra dados de movimentação ou saldos bancários.

Canais de atendimento

O desenvolvimento e acesso às novas tecnologias, a comodidade, segurança, praticidade, rapidez e o perfil das gerações mais novas vêm impactando as formas e os canais de relacionamento com as instituições financeiras.

Tipos de ponto de atendimento dez/12 dez/13 dez/14 dez/15
Agências 22.218 22.918 23.126 22.826
Postos tradicionais 14.322 14.385 14.698 15.119
Postos eletrônicos 37.665 38.859 40.521 34.876
Unidades Administrativas 971 1.020 1.080 1.114
Total de dependências 75.176 77.182 79.425 73.935
Correspondentes no país 354.927 375.315 346.502 293.767

Destaque para o forte crescimento dos canais remotos suportados por internet ou telefonia como o mobile banking:

Canais 2014 (milhões de transações) 2015 (milhões de transações)
Agências 4,9 4,4
ATMs  10,2  10
Contact Centers 1,5 1,4
Correspondentes 1,5 1,4
Internet Banking 18 17,7
Mobile Banking 4,7 11,2
POS 7,2 7,8

Houve uma ligeira queda no universo das agências físicas em 2015, em razão de fatores como a conjuntura econômica, o comportamento do consumidor e o acesso às novas tecnologias, que impactaram decisões estratégicas das instituições financeiras relacionadas à diversificação de canais. O ano foi encerrado com 22,9 mil agências no País, contra 23,1 mil no ano anterior. A maior parte das agências, 52%, está concentrada na Região Sudeste. O restante está distribuído nas Regiões Sul (19%), Nordeste (16%), Oeste (8%) e Norte (5%).

Da mesma forma, os Postos de Atendimento Bancário (PABs) e os Postos de Atendimento Eletrônico (PAEs), também passaram por ajustes. De 2014 para 2015 deixaram de existir 5,5 mil unidades.

O cenário econômico também impactou o universo dos correspondentes bancários, composto por estabelecimentos comerciais em geral. Em 2014 eram 346,5 mil correspondentes e em 2015 o número passou para 293,8 mil. A Região Sudeste detém a maior fatia: 47% dos correspondentes. O Nordeste, 19%, o Sul, 21%, Oeste, 8% e Norte, 5%.

Em relação às transações por canais, fatores como o aumento do acesso da população à Internet e o uso crescente dos smartphones sustentam o avanço dos meios móveis na relação entre os clientes e a indústria financeira.


Total de transações e atendimentos COM e SEM movimentação financeira (em bilhões)

Fonte: Pesquisa FEBRABAN 2015.

O mobile banking se destaca pela velocidade do avanço: o número de transações em 2015 mais que dobrou, saltando de 4,7 bilhões em 2014 para 11,2 bilhões, um crescimento de 138%.


Evolução das transações por canais (Em números de transações – %)

Fonte: Pesquisa FEBRABAN 2015.


As transações pelos canais digitais (internet e mobile banking) ultrapassaram, pela primeira vez, mais de 50% do total, em relação a outras modalidades.


Fonte: Pesquisa FEBRABAN 2015.

O volume de transações sem movimentação financeira também apresentou expansão, reflexo do movimento que os bancos vêm fazendo para levar comodidade aos clientes por meio dos serviços digitais.





Fonte: Pesquisa FEBRABAN 2015.

Na comparação com o recurso de internet banking, o mobile banking caminha para se consolidar com uma evolução muito rápida.


Em números de transações (em bilhões)

Internet Banking


Mobile Banking



Fonte: Pesquisa FEBRABAN 2015.



O acesso da população à internet avança, estimulado pelas intensas opções tecnológicas. No Brasil, 56% da população tem acesso à internet.

O internet banking foi o canal responsável pelo maior número de transações no ano passado, com 33% do total – o equivalente a 17,7 bilhões de operações bancárias. As contas com internet banking saltaram de 56 milhões, em 2014, para 62 milhões, em 2015, segundo o levantamento.

A penetração do smartphone na população brasileira já é mais elevada do que a média mundial: 40% dos brasileiros possuem o aparelho com acesso à internet, enquanto, globalmente, o índice é de 37%.

Em números de contas bancárias com internet banking (em milhões)

Fonte: Pesquisa FEBRABAN 2015.


Penetração do smartphone – 2014

Expectativa de chegar a 65%
em 2020 (Brasil e mundo)



38% Norte
31% Nordeste
47% Centro Oeste
45% Sudeste
39% Sul

Fontes: 1. IBGE. População acima de 10 anos.
              2. The Mobile Economy Report 2015 (os dados desse relatória são estimados e passam por revisão histórica a cada ano).


O crescimento de contas com o mobile banking foi de 32% entre 2014 e 2015 – ano em que chegaram a 33 milhões.



Investimentos e despesas em tecnologia

Os investimentos e as despesas em TI somaram R$ 19,2 bilhões em 2015. Desse total, 44% foram destinados a software, 35%, a hardware e 20%, a telecom. No Brasil, o setor bancário é responsável por 13% dos investimentos e das despesas feitas em tecnologia da informação, mesmo percentual que a estatística mundial.

Total de investimentos
Total de despesas

*Os investimentos e despesas de software com mainframe estão inclusos em hardware.
Fonte: Pesquisa FEBRABAN 2015.



Total dos dispêndios com tecnologia bancária no mundo (em US$ bilhões)


Composição dos dispêndios com tecnologia por setores (2015) (em % do total)
Brasil
Mundo





*Demais segmentos: educação, transmissão de rádiodifusão, farmacêuticos, publicidade, periféricos de informática, entretenimento.

TED não terá valor mínimo

Desde 15 de janeiro de 2016, não há mais limite mínimo para a emissão de Transferência Eletrônica Disponível (TED). Até 2015, o valor mínimo era de R$ 250,00. O objetivo da mudança é facilitar a vida do consumidor ao fazer transferências de recursos entre bancos.

Criada em 2002, a TED foi instituída com o novo Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB), considerado um marco no sistema financeiro nacional, e conferiu mais agilidade e segurança às transações bancárias.

Ao utilizar a TED, o valor da transferência de um banco para o outro é creditado na conta do favorecido no mesmo dia se a transferência for realizada no horário do atendimento bancário.


STAR

O Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros (STAR) continua sendo a principal ferramenta para consulta e comparação das tarifas bancárias do Brasil.

Os três pacotes padronizados de serviços para pessoas físicas podem ser consultados no site www.febraban-star.org.br.

Certificação de Correspondentes

O Brasil conta com cerca de 294 mil correspondentes bancários que prestam serviço ao sistema financeiro e às comunidades, facilitando o acesso a produtos e soluções em ambientes fora das agências, como farmácias, supermercados e concessionárias de veículos. A FEBRABAN é a principal entidade certificadora desses profissionais. Em 2015 capacitou 22.343 mil e desde 2013 já certificou 123.947 mil agentes.

A certificação de correspondentes tem por objetivo atestar o nível de conhecimento técnico e especialização dos profissionais, visando ao melhor desempenho de suas atividades, em atendimento à Resolução nº 3.954 do Banco Central.

CERTIFICAÇÃO FEBRABAN 2013 2014 2015
On-line 35.872 19.693 38.119
Presencial 9.469 15.154 5.640
Total 45.341 34.847 43.759

Aumento de eficiência

GRI G4-EN27

Projeto de Eficiência Logística (PEL)

O PEL é um projeto de identificação de sinergias e implementação da logística compartilhada entre bancos, com foco em redução de custos. Ele teve três frentes de eficiência: Compras, Logística de Materiais e Transporte Compartilhado de Malotes (TCM).

Eficiência logística de compartilhamento de compra

Está em andamento, com prazo de conclusão previsto para junho de 2016, a primeira licitação para compras compartilhadas entre os bancos, incluindo materiais de escritório e de copa. Espera-se, com essa iniciativa, ganhos de 15% de eficiência.

Eficiência logística de materiais

A área de Logística da FEBRABAN conquistou em 2015 resultados positivos operacionais e financeiros com o Transporte Compartilhado de Malotes (TCM) e o início da operação do Projeto de Logística de Materiais Compartilhado, que também faz parte do Projeto de Eficiência Logística (PEL). Sociedade, bancos, fornecedores e governo ganharam com essa ação, que resultou em diminuição de custos, maior segurança no transporte de documentos e produtos e redução de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) com evidentes benefícios para o meio ambiente.

Transporte Compartilhado de Malotes (TCM)

Revisão do modelo que implementou a padronização das atividades de campo, o aumento dos pontos em cada rota, privilegiando a sequência logística, o cumprimento do horário, o tempo de permanência nas agências e o peso dos malotes.

Destaques do TCM

  • Economia de R$ 69 milhões.
  • Aumento da produtividade em campo, medida pelo tempo de permanência nas agências (de quatro minutos para uma meta de cinco), horário de atendimento 60% de acordo com o agendando, com média de atraso de sete minutos, e 95% dos malotes lidos em campo.
  • Migração das atividades operacionais dos Grupos de Avaliação de Desempenho para a FEBRABAN.
  • Ampliação da eficiência no controle e acompanhamento dos pagamentos dos serviços prestados e contratados.
  • Gestão dos níveis de serviços contratados dos fornecedores, com reuniões operacionais mensais.
  • Redução de 27% no volume de roubos entre 2014 e 2015.
  • Introdução do sistema de gestão de ocorrências e demanda de serviços, garantindo padronização dos processos, atendimento e controle dos acordos dos níveis de serviços SLA (Service Level Agreement) e agilidade no atendimento das demandas das instituições financeiras.

Nova plataforma de cobrança

Em 2015 houve avanço no processo de implementação da plataforma de cobrança, cujo objetivo é fortalecer o produto Cobrança, proporcionando mais agilidade, segurança e conveniência à sociedade e ao mercado financeiro. A construção da plataforma foi motivada pela ocorrência de fraude na cobrança; exploração nas vantagens do Débito Direto Autorizado (DDA); pagamento do boleto vencido em qualquer banco; alto volume de inconsistências; adequação à Circular 3.598/3.656; melhoria no ambiente de crédito das pequenas e médias empresas; e possibilidade de rastreabilidade. Até o fim do período, já havia cerca de 5 milhões de emissoras de boletos cadastradas na base de cedência.

Em setembro foi centralizada a base de clientes beneficiários, que tiveram seus dados enviados pelas instituições financeiras, permitindo que um participante efetue consulta que o subsidie na avaliação de disponibilização de novo convênio ou crédito.

Na próxima fase, que vai de agosto a dezembro de 2016, será centralizada a base de boletos de pagamento. Um cadastro com os principais dados do boleto será construído, de forma a proporcionar a segurança necessária para seu pagamento em toda rede bancária, mitigando os impactos de eventual alteração produzida no boleto físico. No fim de dezembro terminará a migração das carteiras sem registro para a nova plataforma. E, em janeiro de 2017, terá início a produção da fase 2, Base Centralizada de Cobrança.

Benefícios da nova plataforma de cobrança

  • Possibilita a geração de informações às instituições financeiras, a fim de auxiliá-las no processo de análise de viabilidade para habilitação do serviço de cobrança bancária.
  • Migração da cobrança sem registro para cobrança registrada.
  • Adequação das instituições financeiras participantes à Circular 3.598/3.656 do Banco Central.
  • Redução do volume de inconsistências e eliminação do CAC-Débito (Comunicado de Acerto de Débitos). Os pagamentos serão realizados considerando os dados registrados na Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP).
  • Proporciona recebimento de boleto vencido em qualquer banco, com redução de saques em dinheiro e maior benefício para a sociedade.
  • Melhoria na concessão de crédito.
  • Possibilidade de o beneficiário atualizar os boletos.

Central de Balanços

A FEBRABAN e as suas instituições associadas acreditam que a implantação da Central de Balanços proporcionará diversos benefícios, como a simplificação do processo de busca de informações pelos interessados (stakeholders), que em um único ambiente terão acesso aos balanços de diversas entidades. Ela servirá também para uma divulgação mais democrática e transparente das informações contábeis, dado que os canais eletrônicos alcançam um público bastante amplo e bem heterogêneo, como: universidades, clientes, investidores, analistas, entre outros. Criará uma base perene de informações, permitindo a formação de um histórico de dados.

A Central é essencial para os bons princípios de governança corporativa, demonstrando o compromisso da FEBRABAN com as boas práticas de divulgação para o mercado, bem como a facilitação de acesso as mesmas. Certamente, contribuirá para uma avaliação positiva do Brasil no cenário internacional, quanto à transparência, governança e estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.

Relações trabalhistas

Convenção Coletiva de Trabalho

As negociações para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, com abrangência nacional, têm como data-base 1º de setembro e reúnem 157 bancos, representados pela Federação Nacional dos Bancos (FENABAN). Elas envolvem mais de 500 mil trabalhadores, 210 sindicatos, 13 federações e duas confederações. Em 2015 a negociação foi realizada diretamente entre os sindicatos dos bancários e as entidades, sem necessitar de interferências de terceiros.

Acompanhamento da Lei de Terceirização

A FEBRABAN acompanhará em 2016 a tramitação da proposta de regulamentação da Lei de Terceirização (PL nº 4330/04) no Senado. O projeto, previamente aprovado em abril de 2015 na Câmara dos Deputados, alterou itens do texto-base. Entre as mudanças, prevê a abrangência das terceirizações tanto para as atividades-meio como para atividades-fim; que as obrigações trabalhistas fiquem a cargo da empresa terceirizada, embora sob acompanhamento da contratante; e a terceirização no serviço público.

Demissão Imotivada

No exercício de 2015, os bancos admitiram 30 mil funcionários e demitiram 20 mil. Apesar da admissão ser maior que a demissão, parte dos postos em aberto por iniciativa dos empregados não foi reposta, resultando em redução do efetivo dos bancos, influenciado pelos pedidos de demissão e de antecipação de aposentadoria.

Gestão de Afastados

A Gestão de Afastados, projeto desenvolvido e incorporado ao sistema de Gestão de Segurança e Saúde, busca administrar os afastamentos nos bancos e aplicar ações preventivas visando à redução do absenteísmo.

Melhoria Contínua da Gestão de SST – Fase II

Os bancos avançaram na Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), implantando em 2015 diretrizes e indicadores para acompanhar os resultados. Também desenvolveram planos de ação para garantir a melhoria nas condições e relações de trabalho, que continuarão a ser aplicados em 2016.

Foram definidas e fornecidas as informações que serão base para a análise bipartite dos afastamentos pela Previdência Social.

Principais aspectos da CCT 2015/2016
  • Reajuste: 10%.
  • Piso para a função de caixa após 90 dias: R$ 2.669,45 para jornada de seis horas diárias.
  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cuja regra básica pode chegar a 2,2 salários do empregado e mais uma parcela adicional de até R$ 4.043,58, podendo representar quase 4 salários da função de caixa. O valor máximo da PLR pode chegar a R$ 23.861.



Empregados no setor

502.359

DEZEMBRO/2015
(ESTIMATIVA)

Fonte: RAIS 2014 e CAGED 2015.



Salário médio

VALOR

R$6.400

DEZEMBRO/2015

Fonte: IndRH.
Nota: bancos considerados – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Citibank, HSBC, Itaú, Mercantil do Brasil, Santander e Votorantim.

Empregados no setor por gênero



DEZEMBRO/2015

Fonte: IndRH.
Nota: bancos considerados – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Citibank, HSBC, Itaú, Mercantil do Brasil, Santander e Votorantim.



Pessoas com deficiência

QUANTIDADE

9.357

EFETIVO

229.910

DEZEMBRO/2015

Fonte: IndRH.
Nota: bancos considerados – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Citibank, HSBC, Itaú, Mercantil do Brasil, Santander e Votorantim.

Estação da Luz – São Paulo (SP)



Perfil do bancário brasileiro

O número de bancários – profissionais homens e mulheres de relação com o cliente, dedicados mais ao desenvolvimento de produtos e à relação comercial e habilitado para usar tecnologia de ponta – tende ao equilíbrio, sendo 49,86% mulheres e 50,14% homens. Pelo menos 90% da categoria tem nível superior, e, a cada ano, cresce também o número de bancários com pós-graduação, mestrado e doutorado. As profissionais ingressam no setor com nível escolar mais elevado e conquistam cada vez mais posições técnicas, de chefia e de gerência.

O setor bancário conta com a Subcomissão de Diversidade, que trata de negociações permanentes sobre o tema, envolvendo gênero, raça e deficiência. O segmento tem mantido equilíbrio em suas contratações e tem o maior percentual de cumprimento de cota do mercado brasileiro. Para isso, a FEBRABAN qualifica os profissionais para ocupar as posições mais avançadas.

O setor tem a menor rotatividade do mercado de trabalho porque oferece perspectiva de carreira, possibilidade de permanência, compatibilização da vida profissional com a pessoal e remuneração diferenciada – os bancos têm o maior salário médio do mercado.

Há ainda um sistema de denúncias de conflitos no ambiente de trabalho (assédio, discriminação ou outras desavenças entre subordinado e chefia ou entre os colegas), instituído por meio de acordo sindical. Um canal interno foi criado em cada banco e as denúncias são encaminhadas anonimamente a uma ouvidoria, que tem a tarefa de apurá-las.

As denúncias também podem ser feitas ao sindicato, responsável por encaminhá-las ao banco – que, por sua vez, responde a todas as queixas à entidade, classificando-as como procedentes ou não. Semestralmente, FEBRABAN e sindicato se reúnem para avaliar as denúncias mais comuns, apontar as mais complexas e dar prosseguimento às providências.